quinta-feira, 29 de julho de 2010

I Encontro Transfronteiriço JS


O Secretário-Geral da JS, Pedro Delgado Alves, referiu que foi este o seu primeiro acto público enquanto dirigente máximo da JS e que esse facto tinha para si um «especial significado», aludindo ainda à importância dada às temáticas que estiveram na base do encontro no âmbito da moção global de estratégia que apresentou ao XVII Congresso Nacional, onde temas como as relações no espaço ibérico, na ECOSY e na IUSY assumiram um papel relevante.


Decorreu em Quintanilha – Bragança, entre os dias 23 e 25 de Julho o I Encontro Transfronteiriço JS. Uma organização conjunta entre a concelhia da Juventude Socialista de Bragança e as Juventudes Socialistas de Zamora que reuniu certa de uma centena de jovens para um fim-de-semana não só de trabalho e formação mas também de convívio e camaradagem.



Com o início na Sexta-feira em que os participantes foram acreditados e ambientados com o espaço de montagem de tendas, o dia mais produtivo foi o de Sábado. Depois de um almoço-convívio iniciou-se uma tarde de trabalho. A abertura dos trabalhos esteve a cargo de Nuno Miranda – Coordenador JS Bragança, Ismael Aguado Ferreira – Secretário-geral do agrupamento provincial de Zamora da JSE, Noemi Villagrasa – Secretária do Emprego, Relações Internacionais e para a Iberoamérica da JSE e Pedro Alves – Secretário-geral da JS. De seguida passou-se ao primeiro painel onde foi explicado aos presentes o funcionamento das duas estruturas, a parte da JS de Portugal coube ao Hugo Costa – Presidente da Federação Distrital de Santarém da JS enquanto a parte da JSE foi explicada por Noemi Villagrassa. Depois de uma pausa nos trabalhos passou-se ao segundo painel onde Pedro Alves, Ivo Oliveira – Presidente da Federação Distrital de Vila Real da JS e Presidente da Confederação de Trás os Montes e Alto Douro da JS, Violeta Pedrero – Secretária para a Igualdade e Movimentos Sociais da JS Castela e Leão e Noelia Sanches – Vice Secretária-geral e Secretária para a Formação da JSCyL.



De entre a assistência desataque-se também a presença de Rui Duarte – Presidente da Federação Distrital de Coimbra da JS, João Torres - Presidente da Federação Distrital do Porto da JS e ainda, além dos militantes da Federação de Bragança e de Castela e Leão, militantes das federações de Vila Real, Porto, Leiria, Coimbra, Lisboa e Santarém.



Para finalizar os trabalhos foi servido um jantar convívio durante o qual, a Internacional Socialista, foi entoada nas duas línguas proporcionando, a todos, um momento bastante emotivo. De seguida houve em convívio num bar da localidade onde houve muita descontracção, convívio e camaradagem ao som de música ao vivo.



No último dia, dia dedicado ao PS e PSOE, e depois de um almoço convívio, teve inicio a sessão de encerramento com a participação de Nuno Miranda, Ismael Aguado Ferreira, Vítor Prada Pereira – Presidente da Concelhia do PS Bragança, Álvaro Lopes – Secretário da Junta de Freguesia de Quintanilha, Felix Rodríguez – Secretário-geral de A.L. PSOE Zamora e José Fernandez Blanco – Presidente da Câmara Municipal de Puebla de Sanábria.



No final todos consideravam ter sido uma excelente jornada de trabalho, convívio, troca de experiências e camaradagem. Ficou assumido o compromisso de repetir esta actividade bem como organizar outras entre duas regiões que têm simetrias muito idênticas sendo a desertificação e o emprego jovem as maiores lacunas a resolver com mais urgência.



Da parte da Concelhia da JS de Bragança resta agradecer a todos os que tiveram a capacidade de organizar e participar neste evento e agradecer ainda todos os apoios obtidos e mensagens de felicitações por mais esta actividade.

Ficam também alguns "links" com a notícia desta actividade, relembrando que também estão disponíveis outros "links" na parte superior direita deste blog!

http://sic.sapo.pt/online/noticias/dinheiro/Jovens+socialistas+portugueses+e+espanhois+preocupados+com+Autoestrada+Transmontana.htm

http://www.mdb.pt/noticia/3057

http://web.jscyl.es/nace-en-quintanilla-y-nuez-la-union-de-estrategias-politicas-de-las-juventudes-socialistas-de-espana-y-portugal/

http://www.abola.pt/mundos/ver.aspx?id=215793

http://dn.sapo.pt/inicio/portugal/interior.aspx?content_id=1626087

http://www.brigantia.pt/index.php?option=com_content&task=view&id=4187&Itemid=43

sexta-feira, 23 de julho de 2010

XVII Congresso Nacional da JS

(Na foto, alguns dos Delegados do Distrito de Bragança com o novo Secretário Geral da JS)


Realizou-se, nos passados dias 16, 17 e 18 de Julho, o XVII Congresso Nacional da JS em Lisboa. A concelhia da JS Bragança participou com 2 delegados na reunião magna da estrutura nacional onde foi eleito Pedro Delgado Alves como Secretário-geral da JS para os próximos 2 anos. Congresso este que contou na sessão de encerramento com o actual Secretário-geral do PS e Primeiro-Ministro, José Sócrates, e o Presidente da Câmara de Lisboa António Costa.


Foi apresentada a Moção Global de Estratégia sob o lema “Transformar à Esquerda” acompanhada por mais de 60 Moções Sectoriais, o que revela bem a forma activa como se encontra a JS Nacional. Na senda do que foi discutido recentemente em Bragança por esta Concelhia, Emprego Jovem vai ser a bandeira deste mandato em que se espera contribuir para o aumento de emprego entre os mais jovens bem como a melhora das condições de empregabilidade.


Outra das notas deste Congresso reside no facto da continuidade de Nuno Miranda nos órgãos nacionais, abandonando o cargo de Comissário Político Nacional e assumindo, neste mandato, o cargo de Comissário Nacional. Também André Novo assumirá, pela primeira vez, um cargo na estrutura nacional, uma vez que foi eleito Comissário Nacional.


A concelhia da JS Bragança continua a manter a sua representação nos órgãos nacionais reforçando, ainda mais, a sua presença e participação nas discussões políticas nacionais.

segunda-feira, 12 de julho de 2010

JS debate "Emprego e Empreendedorismo"


“…O principal responsável pela falta de mais oportunidades no nosso concelho é o Executivo Autárquico! Sendo o poder mais próximo da população cabe-lhe desenvolver esforços para fixar jovens no concelho. A visão que têm dos jovens são todas menos a do futuro do nosso concelho…” – Nuno Miranda – Coordenador da Concelhia da JS de Bragança



Decorreu, no passado dia 7 de Julho de 2010 mais uma conferência organizada pela concelhia da JS de Bragança. Sobe o tema “Empreendedorismo e Emprego Jovem no Concelho” reuniram-se, como oradores convidados, o Dr. Jorge Humberto Sampaio (Gabinete de Empreendedorismo do I.P.B.), o Dr. Rui Vaz (Presidente do N.E.R.B.A.), o Dr. Alcídio Castanheira (Director do Centro de Emprego de Bragança), Nuno Machado (Jovem Empresário – “Restaurante Académico”) e Márcio Vara (Jovem Empresário – “OldCare Serviços Gerontológicos”). O objectivo essencial desta conferência foi o de dar a conhecer aos presentes as oportunidades de que se dispõe no nosso concelho, tendo como parceiros as entidades convidadas, mas também ouvir o testemunho de dois casos de sucesso de jovens empreendedores a trabalhar no concelho.



O Dr. Jorge Humberto Sampaio deu a conhecer aos presentes o Gabinete de Empreendedorismo do I.P.B. apontando também alguns casos de sucesso em empresas incubadas no seio desse Gabinete. De seguida, o Dr. Rui Vaz apresentou o N.E.R.B.A., história e competências, passando de seguida a explicar um pouco do que os jovens empresário podem encontrar na associação que preside e finalizando a sua intervenção com uma afirmação marcante: “…Ser empreendedor não é só em termos laborais, também no associativismo é necessário ser muito empreendedor…”. De seguida, o Dr. Alcídio Castanheira descreveu à assistência todos os apoios de que os jovens dispõem no Centro de Emprego e apresentando também alguns dados relativos ao nosso concelho entre os quais ressaltamos o facto de 48,5% dos desempregados do nosso concelho serem colocados num novo emprego em menos de 6 meses. O jovem Empresário Nuno Machado falou um pouco sobre a história da empresa e também dos apoios que tem obtido quer da parte do NERBA quer da parte do Centro de Emprego e também das dificuldades em manter a sua empresa no nosso concelho. Já Márcio Vara apresentou a sua empresa explicando aos presentes o tipo de serviço que presta e também falando um pouco sobre a sua constituição e enaltecendo o apoio do Gabinete de Empreendedorismo do I.P.B. visto ser uma das empresas de sucesso ali incubadas. Na parte da intervenção da assistência foram colocadas algumas questões de entre as quais uma, colocada pelo Coordenador da JS Bragança Nuno Miranda, em jeito de desafio às três instituições, da realização de uma feira do emprego no nosso concelho. Desafio esse que foi aceite, tendo sido demonstrada a possibilidade de haver uma organização conjunta por parte dessas instituições para a sua realização. Esta conferência contou com cerca de 50 participantes que consideraram a conferência positiva e bastante útil não só pelas informações prestadas pelas instituições representadas, mas também pelos exemplos de como criar e manter uma empresa no nosso concelho.

*Veja também a reportagem em Localvisão CLICAR AQUI

terça-feira, 29 de junho de 2010

Mudar Bragança

A crise financeira actual que se vive em todo o mundo devia-nos fazer pensar um pouco sobre o grau de sustentabilidade e futuro do nosso país.

Digamos que é necessário mudar a mentalidade portuguesa. O primeiro passo a dar para que isso possa acontecer, é pegar na funcionalidade dos nossos serviços públicos e repensar estrategicamente a sua estrutura, uma vez que, na minha opinião, o sistema público português, está todo ele enviesado e cheio de vícios, que se foram criando e arrastando ao longo do tempo e que infelizmente tornaram o nosso sistema público no que é. Quase que me atrevo a dizer que Portugal é um país de vícios que precocemente se irá transformar num devaneio ibérico peninsular…

Esta pequena introdução serve de mote para falar da realidade da nossa cidade e do nosso distrito.

Urbanisticamente temos de reconhecer que, ao longo destes últimos anos, Bragança sofreu transformações significativas, tornando-a uma cidade mais atractiva a nível cultural e arquitectónico. No entanto, temos que questionar a funcionalidade e sustentabilidade dessas transformações, ou seja, que mais-valias económicas trouxeram? Que sustentabilidade elas asseguram para o futuro?

E aqui questiono eu a visão estratégica dos nossos lideres…

E aqui eu questiono a mentalidade do nosso povo…

Mas pronto, somos pequeninos e continuamos a pensar pequenino…

Confesso, que muitas vezes, me sinto estrangeiro neste país e que não me revejo nesta mentalidade…

Bragança é um distrito que ainda precisa de crescer muito em termos de liderança e visão estratégica. Quando se faz algo deve-se pensar sempre no futuro e não no presente, ou seja, concordo plenamente que se façam obras de remodelação e embelezamento urbanístico, mas não só para agradar ao povo… É preciso apostar em obras sustentáveis a médio e longo prazo, e não a curto prazo, obras que criem ou atraiam riqueza, ou melhor, que sejam uma mais-valia económica para a região.

Economicamente somos um distrito pobre e muito dependente da empregabilidade dos serviços públicos.

O movimento que se vê na cidade é durante o ano lectivo, graças aos estudantes do politécnico, e, no verão, graças aos nossos emigrantes, porque se não fossem estes muitos bares, cafés e restaurantes, certamente, já tinham fechado, e Bragança seria uma cidade cada vez mais parada e sem vida.

Está claro que muita desta dependência tem a ver com o centralismo do litoral, mas vá lá que, depois de tantos anos, alguém teve a coragem de fazer justiça e tornar a auto-estrada entre Bragança e Vila Real uma realidade nordestina.

Sob o meu ponto de vista, esta auto-estrada irá abrir novos caminhos para a transformação económica do nosso distrito, no entanto, é preciso que haja uma visão estratégia e económica sobre as mais-valias que a mesma poderá proporcionar.

Uma estratégia a repensar, por exemplo, é o turismo nordestino. Temos tanta riqueza cultural e paisagística que está tão subaproveitada! Mas para isso é preciso começar a criar bases para o futuro, e as bases a criar estão na mudança de mentalidade de quem lidera, uma vez que não há uma ponte que faça a ligação entre os recursos existentes o empreendedorismo privado.

Esta ponte a que me refiro tem a ver com a existência de uma base de sirva de suporte e que proporcione uma junção entre o empreendedorismo, o marketing, a promoção e a dinamização empresarial. Por quer queiramos quer não, a publicidade, hoje em dia, é a grande arma do negócio. E se nos queremos dar a conhecer teremos que trabalhar nesse sentido, de forma a aproveitar as mais-valias culturais e paisagísticas de que o nosso distrito é portador.

A meu ver o turismo é um negócio a dinamizar no nosso distrito…

O nosso distrito precisa de combater a desertificação que tem sofrido ao longo dos tempos, mas para isso é necessário criar condições de fixação, e sobretudo para os jovens. Parte desse combate é possível, identificando oportunidades e criando condições de êxito para as mesmas, porque acredito que Trás-os-Montes pode tornar-se uma região de referência devido, tal como já referi anteriormente, ao seu enorme potencial cultural e paisagístico.

Talvez a regionalização seja uma mais-valia que se avizinha…

Espero e faço votos para que num futuro próximo, as nossas potencialidades se concretizem e tornem, não só numa mais-valia para o nosso distrito, mas também uma referência a nível nacional.

É preciso mudar… mudar Bragança…

Já agora, porque não pensaremos nisto?

Carlos Miguel

terça-feira, 8 de junho de 2010

A (Des)Organização do Costume

No passado dia 1 de Junho, como todos devem estar recordados, festejou-se o Dia da Criança.

Neste recanto no norte do país é costume juntar as crianças e festejar o dia à grande no recinto desportivo da cidade, com insufláveis e as mais diversas actividades. Coisa que, no entanto, este ano acabou por não acontecer.

Não que os ditos insufláveis não estivessem, mas a má organização, aliada à tentativa de poupar uns “trocos” em transporte, acabaram por se revelar um desastre.

Este ano, decidiu-se, então, levar a animação às escolas, ou melhor, aos Agrupamentos de Escolas, estabelecendo com eles horários. No entanto, a empresa responsável pela distribuição dos insufláveis não tinha sequer conhecimento desses horários estabelecidos entre a Autarquia e as escolas e, como tal, foi colocando os ditos cujos à medida que passava pelos recintos escolares.

Certo é que, com o tempo que demora a colocação e a preparação dos insufláveis, houve escolas - como a da Estacada - que estiveram desde as 9 horas da manhã até à hora de almoço à espera. Com estes contratempos, as crianças acabaram por voltar para a escola pior do que quando saíram, pois imaginem os miúdos quatro horas à espera da animação do seu dia para no fim resultar em… nada.

É, pois, lamentável ver o poder autárquico a menosprezar tanto os jovens. No entanto, quando falamos dos “ainda mais jovens” como são as crianças do Ensino Básico, é ainda mais cruel.

Mas creio que, se uma figura tão populista como calculista como é o Sr. Eng. Jorge Nunes, pensasse que as crianças pudessem votar, tal situação com certeza não se passaria.

Má gestão, má organização e má comunicação, é o que posso dizer. E política para juventude… nem vê-la!

Eduardo Fernandes

segunda-feira, 31 de maio de 2010

A "Carta"

Poderia ser propaganda ao Título da canção “A carta” dos Toranja, mas não, não é um titulo de canção, será, ou seria mais, um título de um fado português, entenda-se destino, digno de um esquecimento de planificação, tantas vezes identificado no nosso país.
Para transformar é preciso agir, mas para agir será necessário conhecer. Trata-se de uma afirmação que não carece de explanação ou demonstração especial, todos a conhecemos, embora nem sempre a pratiquemos. No caso da “Carta das Instalações desportivas e da prática desportiva” vulgarmente conhecida, ou denominada “Carta Desportiva” estamos perante a objectivação e tradução prática daquele princípio.
A planificação é algo de fundamental em todos os parâmetros da vida institucional e do seu trabalho profissional. Dentro de uma estrutura camarária torna-se indispensável essa planificação de forma a não se cometerem erros estratégicos, a não se tomarem más decisões e a desenvolver um trabalho dinâmico e sustentável. A “Carta Desportiva” é um exaustivo diagnóstico da situação desportiva do concelho, radiografando toda essa situação, sejam valências, sejam indicadores negativos, organizando um conjunto de indicadores indispensáveis ao planeamento, programação e desenvolvimento desportivo no concelho. Esse estudo não nos confronta apenas com uma análise desportiva no plano macro, mas descrimina essa situação nos diferentes segmentos do sistema desportivo local e nos diferentes contextos organizacionais da prática do Desporto. É um estudo feito através das autarquias em colaboração directa com todas as estruturas desportivas, associações de âmbito desportivo tradicional, clubes e escolas e com profissionais da área desportiva, professores e profissionais da área.
Fale-se com que sabe, discuta-se com quem anda no terreno, tirem-se conclusões, saiba-se o que se tem, como se trabalha, como se pode trabalhar. Corrijam-se os erros, faça-se um planeamento sério, direccionado e com objectivos. Implementem-se medidas e regras crie-se uma identidade desportiva. Muita gente pergunta porque é que Bragança “não funciona em termos desportivos”, julgo ter-vos dado a resposta. Torna-se evidente, falando com diversos agentes desportivos, que a actuação da Câmara Municipal de Bragança é ineficaz, é sazonal, não é direccionada e apoia-se “conforme os ventos” ou as “caras” dos intervenientes. Não há linha de seguimento, não há regras, não há regulamentação, em suma, existe sim uma gritante falta de planeamento desportivo e isso reflecte-se inclusive nas actividades do Dia do Desporto em Bragança. É tudo fruto de uma qualquer lembrança de um qualquer profissional dentro da câmara (pasme-se!!) e nem sequer faz parte da estrutura camarária própria para o efeito.
A estrutura desportiva da Câmara municipal de Bragança resume-se a uma piscina municipal onde se despejam técnicos, mas que não consegue proporcionar a uma cidade como Bragança uma abertura durante um ano inteiro (pasme-se novamente!!) fechando inclusive portas por períodos superiores a 1 mês e onde o horário de funcionamento fica limitado das 15h às 21h e das 10h às 19h aos sábados. Bom, mas seria este assunto digno de outra crónica.
Urge planificar para desenvolver, urge tratar o Desporto com a importância que ele deve ter, pois o desporto é, inclusivamente, uma possível fonte de receita turística.
A “Carta Desportiva” é uma ferramenta de trabalho pertença já de inúmeras câmaras municipais espalhadas pelo país, aqui bem perto, Mirandela fez inclusivamente 2 fóruns desportivos com vista à elaboração desta Carta. Bragança não…Bragança fica ao rumo de alguém…fica à mercê das vontades de certos intervenientes e que infelizmente, abraçando os destinos do Desporto municipal, nem sequer qualquer ligação na sua vida, profissional ou pessoal, tiveram com o Desporto.
É urgente parar e pensar….é urgente intervir para salvar o Desporto Brigantino….é urgente planificar!
Convém ter presente que, nos últimos 20 anos, o Desporto sofreu uma evolução que colocou completamente em causa a antiga forma de resolver as necessidades que gerava. Se há 2 décadas atrás o retrato-tipo do praticante desportivo se poderia sintetizar como “ Jovem – estudante – sexo masculino – estudante – média burguesia – centrado na competição” verifica-se que hoje este estereótipo foi completamente ultrapassado pois surgiram novos tipos de praticantes, novas modalidades, de diferentes níveis sociais e com novas motivações. Pergunta: E Bragança? Soube adaptar-se a estas novas “tendências” do desporto? Soube planificar de forma a exponenciar as valências desportivas da região, nomeadamente o desporto aventura e o desporto de natureza? Será suficiente em termos desportivos evoluir para aulas de hidroginástica? É com estas aulas que incentivamos os turistas a visitar o nosso concelho e a participar nas nossas actividades? Não! E aqui entram as associações que tanto têm trabalhado em prol destas organizações que têm cada vez mais adeptos. Esses sim, homens no terreno que sabem identificar o que “o povo gosta” e exponenciar as nossas valências.
Srs autarcas, estudem o que deve ser estudado, oiçam quem deve ser ouvido, planifiquem, organizem, executem e façam a devida gestão. O desporto merece, Bragança merece! Deixemos de cantar o triste fado do esquecimento…
por... Pedro Rego

segunda-feira, 17 de maio de 2010

S.A.B. É Cultura!

Mais um ano e mais uma Semana Académica que decorreu em Bragança. A Associação Académica do I.P.B. organizou mais uma vez este evento cultural que considero dos maiores do nosso concelho. É uma festa da juventude, um evento que marca todos os que terminam anos de estudo e se preparam para enfrentar o mercado de trabalho e passar à vida activa. A festa dos finalistas movimenta todo o mercado da cidade e do concelho, são centenas as pessoas que se deslocam à cidade de Bragança para assistir a este evento cultural. O mercado do concelho “mexe” com uma actividade organizada por jovens capazes, com responsabilidade e maturidade para engrandecer o nome da cidade de Bragança. Todo o comércio da cidade e do concelho “vive” esses dias. Mas há um reparo que tem que ser feito. O executivo actual da C.M.B. vê, na minha opinião, este evento de uma forma errada e não lhe atribui o real valor e a quem o organiza. Por este país fora, as autarquias, são os principais financiadores destes eventos, as Associações Académicas têm como aliado de peso os executivos camarários pois estes consideram, e há afirmações publicadas na comunicação social de alguns dizendo isso mesmo, importante apoiar a juventude nas iniciativas que movimentam os concelhos e enaltecem a sua imagem bem como promovem e aumentam o comércio local. Infelizmente em Bragança isso não acontece, este executivo vai retirando apoios a este evento de ano para ano. O líder do executivo, quando confrontado com esta situação na última sessão da Assembleia Municipal e questionado sobre o porquê desta falta de apoio não só não respondeu como não teceu qualquer tipo de comentário sobre o assunto. Com este tipo de atitude e forma de agir sinto-me à vontade para dizer que a falta de crédito que é atribuído aos jovens por parte do executivo se revela nestas situações, demonstram que estes eventos e, neste caso específico, a Semana Académica, não lhes é atribuido o valor que têm na realidade. É importante reflectir sobre isto e apelar ao poder autárquico que olhe os jovens de uma outra forma, apoiando e contribuindo para os eventos por eles organizados. Finalizo dando os parabéns à A.A.I.P.B. pela excelente organização e pela excelente forma como tudo decorreu mesmo com condições atmosféricas que em nada ajudaram! E claro... um voto de excelente sorte a todos os finalistas.

Cátia Miranda